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Bloodless (blood = sangue, less = menos, sem) significa sem sangue. É um termo mundialmente conhecido para descrever cirurgias e outros procedimentos sem o uso de sangue homólogo/alogênico (sangue de outra pessoa).

Para isto foi criado o site www.bloodless.com.br para mostrar tanto para o profissional de saúde, como para a população em geral, as principais opções e/ou estratégias de tratamento para reduzir ou mesmo evitar uma transfusão de sangue alogênico. Mediante a utilização de uma ou múltiplas opções terapêuticas é possível diminuir o número de doentes transfundidos e a quantidade de sangue e seus componentes administrados a cada doente.

Os benefícios não estão restritos à esfera econômica, mas também à incidência e à gravidade das complicações, em particular a mortalidade, relacionadas às hemotransfusões alogênicas.

O MELHOR SANGUE que um paciente poderá receber numa TRANSFUSÃO é o seu PRÓPRIO SANGUE. O SANGUE com seu PRÓPRIO DNA.

A partir de 1960, muitos médicos deram início a elaboração de protocolos para se realizar cirurgias sem a necessidade de transfusões de sangue. Um dos principais médicos nesta área da medicina foi o Dr. Denton Arthur Cooley. Em 1962, realizou a primeira grande cirurgia de coração aberto sem o uso de transfusão de sangue. Em 1977 publicou em uma das principais revistas médicas de circulação internacional (JAMA) o resultado de seu estudo após realizar com sucesso 542 cirurgias cardíacas sem o uso de hemotransfusões. A conclusão final de sua pesquisa foi “cirurgias cardiovasculares podem ser realizadas com segurança sem transfusão de sangue”.

Depois de quase meio século, o termo “BLOODLESS” vem ganhando mais importância e popularidade na comunidade médica por três razões básicas:

I – Transfusão de sangue resulta em maior risco que benefício;
II – O sangue para transfusão está escasso;
III – Transfusão de sangue resulta em aumento no custo hospitalar.

Os principais hospitais ao redor do mundo buscam instituir protocolos para se racionar o uso do sangue e isto se tornou um critério de qualidade hospitalar, conforme exigência de uma das principais agências certificadoras de qualidade, a Joint Commission International.

Visando divulgar estratégias clínicas e cirúrgicas para gerenciar e conservar o sangue do próprio paciente (Patient Blood Management) e, com isso, reduzir ou evitar transfusões de sangue surgiram pelo menos duas sociedades médicas:

1 – SABM (Society for the Advancement of Blood Management)

http://www.sabm.org

2 – NATA (Network for Advancement of Transfusion Alternatives)

http://www.nataonline.com

Tendo em vista a preocupação mundial da segurança transfusional, várias autoridades internacionais, incluindo governos, como o da Austrália, têm criado diversos recursos para orientar médicos e pacientes quanto aos riscos e benefícios de uma transfusão de sangue alogênico.

Colocamos abaixo apenas alguns LINKS que têm comprometimento com o Patient Blood Management (PBM):

1 – AABB (American Association of Blood Banks) – Associação Americana dos Bancos de Sangue)

http://www.aabb.org/pbm/Pages/default.aspx

2 – Autoridade Nacional do Governo da Austrália (Programa PBM)

http://www.blood.gov.au/pbm-guidelines

3 – Vídeo com Depoimentos de Várias Autoridades Internacionais sobre Segurança Transfusional

http://www.blood.gov.au/patient-blood-management-pbm

4 – MITOS SOBRE O SANGUE

http://www.cec.health.nsw.gov.au/resources/posters

■  Mito 1: Sangue, é mais seguro como nunca antes – PDF

■  Mito 2: Uma transfusão de sangue fará o paciente ir pra casa mais cedo – PDF

■  Mito 3: Transfusões de Sangue melhoram a cicatrização – PDF

■  Mito 4: Sangue Autólogo (pré-doado) é livre de riscos – PDF

■  Mito 5: Sangue, de qualquer forma é gratuito – PDF

O grande desafio da medicina na atualidade é conseguir um substituto para o sangue alogênico. Pesquisas estão em fase avançada nesta área. Nota-se um esforço mundial para mudar a prática transfusional, se possível num futuro próximo.

Diferentemente do século passado, quando o tratamento padrão de anemia era uma transfusão de sangue, em nossos dias já temos o poder de escolha.

Isto é real. As opções existem. São eficazes. São seguras. Salvam vidas. Conhecê-las é dever de todos.

BLOODLESS, THANK YOU! MENOS SANGUE, OBRIGADO!

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