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Diferentemente, do que ocorre com qualquer medicamento antes de ser liberado para uso no ser humano, o sangue nunca passou pelos testes de segurança e eficácia. De acordo com as normas rígidas do FDA (Food and Drug Administration) se o SANGUE fosse um REMÉDIO, um medicamento, DIFICILMENTE teria a aprovação deste órgão para uso na população em geral.

Em relação à segurança do sangue a OMS diz: “Transfusões de sangue têm o potencial de levar a complicações agudas ou de efeito retardado, além de poder transmitir infecções. Os riscos associados à transmissão podem ser reduzidos pela minimização no número de transfusões desnecessárias…”. Evidências científicas nacionais e internacionais comprovam que estas afirmações da OMS são REALMENTE VERDADEIRAS. Veja mais na sessão EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS.

Hospitais em todo mundo buscam instituir protocolos e/ou estratégias para se racionar o consumo de sangue e isso se tornou um critério de qualidade hospitalar perseguido pelas agências certificadoras de qualidade, como por exemplo, a Joint Commission International. Um centro hospitalar que recebe um destes selos de qualidade tem o compromisso de reduzir a prática médica transfusional. Vários caminhos podem ser utilizados como parte destes protocolos de conservação de sangue.

Preocupada com os riscos relacionados à prática transfusional tradicional, realizada com bolsas de doação, a OMS, incentiva fortemente a criação de um programa de conservação de sangue do próprio paciente (Patient Blood Management – PBM). Verifica-se nesta última década, que a veracidade destes fatos está cada vez mais evidente pelas pesquisas científicas publicadas por diversos pesquisadores ao redor do mundo. Veja na sessão EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS uma síntese do Fórum Global para segurança do sangue: Conservação do Sangue do Paciente, realizado pela OMS.

A OMS reconhece que a segurança do paciente transfundido com sangue alogênico (doado) fica seriamente comprometida pelo uso excessivo e desnecessário de transfusões de sangue, de plasma e derivados, transfusões não seguras e erros transfusionais (principalmente na cabeceira do paciente).

Visando uma redução no consumo de sangue e seus componentes, a OMS mediante três pilares guia a gestão de sangue do paciente (PBM). Primeiro pilar: tomar todas as medidas para otimizar a massa eritrocitária do paciente; Segundo pilar: minimizar a perda de sangue do paciente; Terceiro pilar: otimizar, cooperar com a tolerância fisiológica de cada paciente à anemia. http://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA63/A63_R12-en.pdf

Para finalizar a OMS recomenda “…reduzir transfusões desnecessárias para minimizar os riscos associados com a transfusão; usar alternativas à transfusão, sempre que possível, e a prática clínica de transfusão boa e segura, inclui gerenciamento de sangue do paciente”. Organização Mundial de Saúde. Segurança e disponibilidade do sangue. Revisado em Junho de 2015. http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs279/en/

Portanto, é importante tornar conhecido as principais opções de tratamento às transfusões para economizar hemocomponentes, que já se encontram escassos nos bancos de sangue.

Quando se tem o propósito e o envolvimento multiprofissional, do clínico, do cirurgião, do anestesiologista e/ou do médico de terapia intensiva, para gerenciar e conservar o sangue autólogo (sangue da própria pessoa) é possível realizar cirurgias graves e complexas sem o uso de sangue de outra pessoa (alogênico).

Pergunte mais ao seu médico.

Microsoft Word - WHO GFBS Concept Paper_PBM_March 2011.docminiaturaOMS recomenda reduzir transfusões de sangue-capa

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