Três razões principais:

I – O sangue é um recurso esgotável e está em falta no mundo. A maioria dos bancos de sangue, nacional e internacional, estão com seus estoques escassos, abaixo do que seria ideal. Segundo um estudo realizado em 2007, a demanda de sangue no país cresce a taxa de 1% ao ano, enquanto as doações crescem em 0,5% a 0,7% ao ano, indicando assim que, no futuro próximo, teremos que con­viver com a possibilidade de não haver sangue disponível para todos os procedimentos médicos. Menos transfusões, mais economia para os bancos de sangue.

II – O tratamento com transfusão de sangue aumenta os custos hospitalares, por aumentar o tempo de hospitalização dos pacientes, principalmente maior tempo na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Quanto mais tempo o paciente permanecer internado, mais dispendioso será para o hospital. Menos transfusões, menos custos hospitalares.

III – O tratamento utilizando transfusão de sangue alogênico (de outra pessoa) pode resultar em infarto do miocárdio, arritmia cardíaca, falência renal, acidente vascular cerebral, falência de múltiplos órgãos, transmissão de até 68 (sessenta e oito) agentes infecciosos (bactérias, vírus, protozoários, vermes). O principal efeito colateral que as últimas pesquisas vêm demonstrando é o maior risco de morte após uma transfusão de sangue. Descobriu-se ainda que este risco de morte do paciente aumenta proporcionalmente com a quantidade de bolsas de sangue transfundidas, ou seja, quanto mais sangue de outra pessoa o paciente receber maior será o seu risco de morrer. Isto tem causado grande preocupação a todos os profissionais de saúde que estão, diretamente ou indiretamente, envolvidos com a prática transfusional. Menos transfusões, menos complicações, menos morte, mais vida.

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