As transfusões alogênicas (de outra pessoa) podem resultar em múltiplas reações inflamatórias e imunológicas (reações hemolíticas agudas ou tardias). Desse modo, quanto mais unidades de sangue transfundidas, maior a carga de antígenos (corpo estranho) injetada na circulação do paciente. Sendo assim, de um lado temos as reações hemolíticas e do outro, mais críti¬co, a imunomodulação. Os imunomoduladores são substâncias que atuam no sistema imunológico conferindo aumento da resposta orgânica contra determinados microorganismos, incluindo vírus, bactérias e protozoários, mediante a produção de interferon e seus indutores. Portanto, diante de uma infecção, esta resposta imunológica é vital para o paciente. Essa situação pode se agravar muitíssimo na vigência de uma transfusão de sangue, pois o sistema imunológico (imunomoduladores) terá que atuar agora não apenas contra o agente infeccioso, mas também contra uma nova homotoxina (substância que tem efeito prejudicial direto ou indireto sobre o organismo humano), neste caso o sangue alogênico. Isto explica em parte as várias complicações deletérias relacionadas às hemotransfusões.

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