A medicina não fornece esta resposta. Em 1942, o médico John Lundy acreditava que uma pessoa com hemoglobina igual ou inferior a 10 g/dL colocava o paciente em risco de morte, por isso propôs transfusão de sangue para todos os pacientes que estivessem com anemia e nível de hemoglobina abaixo desse valor. Infelizmente, essa ideia perdurou por mais de meio século. Após o ano 2000 o risco de morte do paciente com anemia passou a ser considerado quando estivesse com hemoglobina abaixo de 8 g/dl.

Felizmente, a medicina evoluiu muitíssimo na última década, e uma das principais descobertas na área transfusional foi que o ser humano tolera não apenas 8 g/dL de hemoglobina, mas sim níveis extremamente baixos de anemia. Pesquisas recentes evidenciam sobrevivência de pacientes mesmo em estado de anemia grave, crítica. O Dr. Graffeo relatou que seu paciente atingiu nível de 1,9 g/dl de hemoglobina e não morreu. A Dra Liana Araújo relatou que sua paciente sobreviveu mesmo após atingir nível de hemoglobina de 1,4 g/dl.

Outro caso descrito nos resumos de publicações nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia (Janeiro de 2015) foi de um paciente que atingiu 2,9 g/dl de hemoglobina e com necessidade de hemodiálise. Para muitos médicos estes valores seriam incompatíveis com a vida. Todos estes sobreviveram sem o uso de sangue e seus componentes. Mas para deixar evidente que existe uma tolerância individual de cada ser humano a níveis críticos de sangue no corpo foi o relatado pelo médico JianQiang Dai, que registrou a sobrevivência de seu paciente após o valor de 0,7 g/dL de hemoglobina. (Veja na seção EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS).

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